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Concurso de Leitura
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Durante o 2º período, a professora de português, Graça Isaura, desafiou-nos a escrever um conto para o concurso de literatura Ilídio Sardoeira. Como sempre faço, agarrei aquela oportunidade e, ao fim de alguns dias, tinha concluído e entregue a história.

As férias da Páscoa começaram e a pressa para ter tudo em ordem, mal as aulas voltassem ao seu rumo habitual, fez com que eu me esquecesse por completo do concurso.

No primeiro dia de aulas do 3º período, a turma do 11º A foi surpreendida com um convite para ir a Amarante.  Quando chegamos, apercebi-me que não era apenas uma “Feira do Livro”. Nesta feira, seriam anunciados os contos premiados no tal concurso.

Um “tsunami” de emoções invadiu o meu corpo quando a apresentadora anunciou que o conto “Mudança de estação”, de Iduna Vili Vé (meu pseudónimo), ganhou o prémio no escalão B. Quando me pediram para discursar em frente ao Presidente da Câmara de Amarante, ao Presidente do Concurso de Literatura, ao escritor António Mota, a Isabel Sardoeira (sobrinha de Ilídio Sardoeira) e de outros ilustres, só consegui agradecer aos meus pais, aos meus amigos, às professoras Graça Isaura e Sara Pacheco e a todos que contribuíram para a organização deste evento. Foi o que consegui expressar, pois ainda não tinha recuperado da surpresa que o Eng.º Oliveira havia preparado…

Do meu conto pouco posso adiantar, apenas que relata na primeira pessoa um problema bastante atual da emigração e o seu impacto na vida familiar. O conto vai sair num livro no início do próximo ano letivo e será lançado no Externato de Vila Meã.

Deixo aqui um pequeno excerto para aguçar a curiosidade:

“Muito tempo passou…

Certo dia, quando tudo já estava mais calmo, fui até à janela grande da cozinha e com os olhos postos no pessegueiro, fiquei espantada ao ver que apesar de o vazio deixado pelo ramo que tinha quebrado ser impreenchível, pequenos rebentos surgiam agora no tronco do pessegueiro.

Pois bem, foi mesmo isso que nós fizemos, nada podia mudar a falta que o meu pai nos fazia, que ainda faz, mas contudo não paramos de o amar, e esse amor fez com que ganhássemos forças para criar mais memórias e para aproveitarmos todos os momentos que passamos com ele.”

Maria Freitas 11ºA

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